Autor de ‘Ócio criativo’ defende amor e beleza na formação do aluno

O italiano Domenico de Masi, um dos pensadores mais importantes da atualidade, diz que a escola deve formar para o amor e a beleza. Ele acredita que é preciso educar não só para o trabalho, mas também para a vida.

Pensador-celebridade, o professor e sociólogo Domenico de Masi é pop, gosta do assédio e adora uma polêmica. O pensador diz que muitas escolas estão formando pessoas tristes.

“Se a escola forma só para o trabalho, que ocupa um décimo das nossas vidas, forma para a tristeza, porque o ser humano não vive só para o trabalho. Ele vive também para o estudo, para a aprendizagem, para as amizades, para o amor e para a beleza”, conta o pensador Domenico de Masi.

Como tornar a escola mais atraente? “Uma escola atraente é uma escola onde o tempo inteiro se joga, se estuda e se trabalha, tudo ao mesmo tempo. Ou seja, uma escola com muito ócio criativo”, explica o pensador Domenico de Masi.

“Ócio criativo” é o título do livro de Domenico de maior sucesso no Brasil. Em 300 páginas, ele diz que, além de trabalho e estudo, é preciso tempo livre para estimular a criatividade, a inovação que move o mundo de hoje. Ele mesmo, que já passou dos 70 anos, é puro entusiasmo diante das novidades, como as redes sociais na internet, que compara à invenção da escrita.

“Primeiro, a educação era de poucos para poucos. Depois, de poucos para muitos. Agora, com as redes sociais e as enciclopédias na internet, a educação é de muitos para muitos. Mas a internet não pode ser uma mania. É um instrumento que potencializa todos os outros instrumentos”, afirma Domenico de Masi.

Professor da Universidade la Sapienza, de Roma, uma das mais antigas do mundo, Domenico fala sobre o que é fundamental para garantir o bom trabalho do mestre. “O salário não é o principal fator. Os principais fatores são a cultura e a paixão. Mas o governo não deve aproveitar a paixão do professor para pagar pouco”, diz.

Da terra de Leonardo da Vinci, que dizia “Pobre do aluno que não supera o mestre”, Domenico defende investimento forte na escola pública para ver nascer grandes talentos.

“A inteligência não está só na classe rica, ela também está na classe pobre. A escola pública é indispensável para desenvolver a inteligência popular. Não creio que todos sejam Mozart, Beethoven, Dante Alighieri, mas acredito que, dentre tantos, alguns se destacarão”, afirma o pensador.

Domenico de Masi veio participar de uma feira de educação na capital paulista. Ele faz palestras nesta sexta (20) e sábado (21).

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/05/autor-de-ocio-criativo-defende-amor-e-beleza-na-formacao-do-aluno.html

Indicadores Técnicos e de Percepção para Controle Social de Políticas Públicas

As redes sociais são tema de muitos dos painéis da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2011. São organizações sociais que possibilitam o desenvolvimento local das cidades.

Um exemplo de uma grande organização é o Movimento Nossa São Paulo, lançado em maio de 2007 a partir da percepção de que a atividade política no Brasil, as instituições públicas e a democracia estão com a credibilidade abalada perante a população. Constatamos que é necessário promover iniciativas que possam recuperar para a sociedade os valores do desenvolvimento sustentável, da ética e da democracia participativa. Passou a se chamar Rede Nossa São Paulo em outubro de 2010, com o objetivo de fortalecer a articulação de um amplo campo social para objetivos comuns e, ao mesmo tempo, preservar a manutenção de diferenças para questões específicas, conjunturais, regionais, etc, assegurando a ampla liberdade de expressão e manifestação a seus integrantes.

Basicamente, a rede faz o levantamento perceptivo de índices, pré estabelecidos pela equipe técnica, junto à comunidade e a compilação desses dados para análise técnica. A partir dos resultados observados, traçam-se objetivos, necessidades da comunidade para o desenvolvimeto local, e metas para que a rede, a partir de sua articulação junto aos integrantes, tome iniciativas para solucionar os problemas diagnosticados.

Para mais informações sobre a rede acesse: http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/

Por Yam Castelfranchi

Simbioses Industriais

Uma idéia de reaproveitamento de resíduos foi apresentada no segundo dia da Conferência no painel Oportunidade de Inovação e Simbiose Industrial para o Desenvolvimento de Cidades Sustentáveis, apresentado pelos Engenheiros de Produção Ricardo Poncidoro Catto e Juliano Araújo. Ela é baseada na cooperação entre indústrias, onde a matéria prima de uma indústria (“input) é o resíduo gerado pelo processo de outra indústria (“output”). Esse sistema já é utilizado em cidades como Kalundborn – Dinamarca, Ulsan – Coréia do Sul e Kwinana – Austrália. São formados Eco Industrial Parks onde são organizados comitês responsáveis por gerir a sustentabilidade industrial.

Alguns dos benefícios ambientais que este sistema pode gerar são limpeza e melhoria da qualidade do trabalho, soluções inovadoras, proteção de ecossistemas naturais. Já do ponto de vista do negócio, os benefícios também são muito atrativos, como maior lucratividade, melhoria da imagem da empresa, incentivo dos funcionários e diminuição dos gastos com disposição dos resíduos.
No Japão, como não há espaço para a disposição dos resíduos, todo o lixo gerado é incinerado, gerando alto índice de poluição atmosférica. Esse país aderiu, em 1997, ao projeto Eco-town  onde autoridades locais são envolvidas para possibilitar a simbiose entre a comunidade local e a indústria.
A simbiose urbana passa a ser um caminho para conter a geração de externalidades negativas sobre a população, favorecendo, portanto, as relações sustentáveis.
 
Por Yam Castelfranchi

Democracia não é pré-requisito para o fortalecimento das cidades

CICI2011 – 17/05/2011

Ex-assessor de política externa do presidente Barack Obama, Parag Khanna destaca a tecnologia e conectividade entre as pessoas como responsáveis pelo crescimento das localidades

A democracia não é um pré-requisito para o fortalecimento das cidades, mas sim uma das ferramentas que contribui para seu desenvolvimento. A afirmação é de Parag Khanna, ex-assessor de política externa do presidente Barack Obama, que abriu as discussões sobre a temática do reflorescimento das cidades na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2001), que acontece até sexta-feira (20), na sede do Sistema Fiep no Jardim Botânico, em Curitiba.
“Grandes cidades estão surgindo em lugares não democráticos. Nessas localidades, a tecnologia, que permite a conectividade entre as pessoas, é a principal responsável pelo crescimento das cidades”, disse, citando a China e cidades orientais, que estão passando por um amplo processo de fortalecimento.
Para Khanna, esse fortalecimento acontece por meio de mudanças sistêmicas e estruturais, assim como já ocorreu em outras épocas. “Estamos no estágio 5.0 de globalização. O século XXI inaugurou uma nova era, em que a descentralização do poder e a conectividade entre pessoas e diferentes cidades, forma um espaço colaborativo”.

Augusto de Franco, netweaver da Escola de Redes, também participou do debate e destacou que estão surgindo novos tipos de cidades, denominadas cidades-rede. “Essa nova forma de governança leva em conta a rede de comunidades glocais.Achamos que as cidades são um conjunto de pessoas que vivem em determinado local, mas na verdade, o conceito de cidade é mais amplo, e leva em conta o que acontece entre as pessoas”, disse Franco, citando Barcelona, Milão, Lyon e Roterdã como cidades-rede.
Ele ressaltou que nossas instituições não foram criadas para compreender a dinâmica das redes. “Tudo que é vivo e sustentável tem o padrão de rede. Entretanto, nossa sociedade ainda está organizada em hierarquias”.
Parag Khanna e Augusto de Franco foram unânimes em afirmar que o reflorescimento das cidades faz parte de uma evolução natural no desenvolvimento das cidades. “As cidades sempre estiveram na ponta da inovação. Cada uma teve um papel importante em sua época. Atenas, por exemplo, inovou na invenção do espaço público e da democracia. Depois tivemos Bruges, Veneza, Antuérpia, Gênova, Amsterdã, Londres, Boston, que iniciou o fenômeno da industrialização moderna, Nova York, Los Angeles e, finalmente, o Vale do Silício, produtor e disseminador de tecnologia”, afirmou Franco.
Descentralização – Parag Khanna afirma que hoje não existe mais a centralização de poderes mundiais. Hoje, o mundo não está dividido em países, mas em espaços conectados e não conectados, que são as cidades. “As conexões tornam a cidade global. O desafio agora é possibilitar o acesso da tecnologia a todos”, disse.
Esse novo panorama de desenvolvimento pede um novo modelo de governança das cidades. O melhor modelo, segundo Khanna, é o colaborativo e participativo, em que representantes dos poderes executivo e legislativo, empresas, universidades e cidadãos se unem. “Isso funciona muito bem na Alemanha e na Suécia. O modelo de governança conectada e que acontece de forma horizontal é uma solução”, observou.
 
http://www.cidadesinovadoras.org.br/cici2011/News15191content132111.shtml

Sustentabilidade, como alcançá-la?

O Primeiro dia da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, em Curitiba, começou com a palestra magna: Um Panorama Inovador e Sustentável para Cidades Brasileiras, ministrada por Jaime Lemer, arquiteto, urbanista, três vezes prefeito de Curitiba, lançou o sistema de ônibus expressos e o menor veículo movido à energia elétrica. Em julho de 2002, Lerner foi eleito presidente da União Internacional dos Arquitetos, UIA, para um mandato de três anos. Seu principal programa na UIA foi o projeto Celebração das Cidades, que convocou todos os países e culturas para desenvolver propostas para soluções urbanas.
Em seu discurso, Jaime falou sobre a dificuldade em conceber ações que exemplifiquem a inovação e a sustentabilidade. Para ele, arquiteto e idealizador de um dos mais eficientes sistemas de transporte coletivo do Brasil, a maneira mais eficiente de alcançar a sustentabilidade das cidades é na sua concepção. Usou o termo acumpuntura urbana, ações pontuais que podem ser propostas às cidades, como museus, e centros culturais, que agregam conceitos estéticos e disseminam a cultura entre a comunidade, para exemplificar o que seriam ações inovadoras para as cidades.
A segunda palestra do dia, O Reflorescimento das Cidades, foi ministrada por Augusto de Franco, netweaver (criador de redes) da Escola de Redes e autor de 18 livros sobre desenvolvimento local, capital social e redes sociais, entre eles: “Alfabetização democrática”, “Escola de Redes: Novas Visões sobre a sociedade, o desenvolvimento, a Internet, a política e o mundo glocalizado” e “Escola de Redes: Tudo que é sustentável tem o padrão de rede. 
Professor Parag Kahnna, bacharel em Relações Internacionais pela School of Foreign Service da Universidade de Georgetown, mestre pelo Security Studies Program da mesma universidade e é doutorando em Relações Internacionais pela London School of Economics. Diretor da Global Governance Initiative e pesquisador sênior no American Strategy Program da New America Foundation. Autor do best-seller internacional “O Segundo Mundo: impérios e influência na nova ordem global”. Publicou o artigo “Beyond City Limits – The age of nations is over. The new urban era begins”.
Uma das suas frases durante a palestra foi: “Cities are the new centers of power” (As cidades são os novos centros de poder/influência [mundial]). As cidades se comunicam com outras cidades, independentemente dos países onde estão inseridas. Há um grande fluxo de informações entre as cidades do mundo inteiro. Ele vê, porém, a cidade como a unidade política responsável por formar os cidadãos, que por sua vez, atuarão de modo a influenciar nas atividades não só da cidade, mas do país e do mundo, são os “Steakholders”. Segundo ele, a Governança deve ser feita nas diversas esferas da sociedade, governo participativo.
 
Por Yam Castelfranchi

GTHidro no Fórum Regional de Meio Ambiente em João Monlevade – MG

Nos dias 24, 25 e 26 de maio de 2011, em João Monlevade/MG, realizar-se-a o I Fórum Regional de Meio Ambiente, com o tema central: Ano Internacional das Florestas.E por envolvimento do grupo na difusão da temática central recebemos o convite da coordenação Técnico-científica para participação, afim de compartilharmos nossas experiências.

 

O evento tem por objetivo integrar e maximizar planos e ações para a melhoria da qualidade ambiental e conseqüentemente, a qualidade de vida da população da bacia do rio Piracicaba.

Desta forma, o grupo se fará presente por meio das pesquisadoras Anastácia Schroeder e Thaianna Cardoso, para que na quarta-feira – Simpósio de Biodiversidade Dia 26 de maio, iniciem os trabalhos com o painel: Governança de Bens Comuns e o Ano Internacional das Florestas.

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 17 a 20 de maio em Curitiba


A CICI é uma Conferência Internacional que debate as Cidades Inovadoras. O evento envolvepalestrantes dos 5 continentes e a edição 2011 tem previsão de reunir mais de 3 mil participantesna construção de um novo ambiente urbano. Temas de grande relevância irão atrair empresários, gestores públicos, pesquisadores, acadêmicos e cidadãos das mais diferentes localidades, levando o evento para muito além das fronteiras.
Quando: 17 a 20 de maio de 2011
Onde: Curitiba, no CIETEP

A conferência serve como palco de debate de como as novas tecnologias, as inovações e as articulações entre experiências de diferentes regiões do mundo podem ser positivas para o progresso das cidades. E para essa reflexão, a CICI2011 traz grandes nomes, como Fritjof CapraJaime LernerNicholas ChristakisTião RochaAugusto de Franco e muito mais.
Durante a Conferência Internacional das Cidades Inovadoras, dez eventos integrados criam um verdadeiro mosaico de temáticas, complementando e expandindo ainda mais as reflexões de assuntos como educação, tecnologia, justiça social, cidadãos ativos, progresso humano, urbanização, política e ação social criam o mosaico de temáticas.
 
http://www.cidadesinovadoras.org.br/cici2011/FreeComponent15189content119736.shtml

Congresso Panamericano de Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano


O Congresso Panamericano de Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano será realizado de 22 a 24 de maio, na Associação Catarinense de Engenheiros, em Florianópolis-SC.
Com a realização da UPADI, Confea, CREA, FEBRAE  e ACE, o evento terá como tema “A Engenharia, A Arquitetura e a Agronomia com Sustentabilidade Ambiental no Desenvolvimento das Nações”.
O evento terá sua cerimônia de abertura realizada pelo Prof. Dr. Daniel José da Silva, coordenador do GTHidro.
As INSCRIÇÕES ainda estão abertas, e pode-se encontrar maiores informações em http://www.comiteupadimadh.org.br/
Veja abaixo o texto de apresentação retirado do site:
As recentes catástrofes ocorridas no mundo inteiro são a “gota d’água” para que as organizações das Profissões das Áreas Tecnológicas ofereçam a sua contribuição à sociedade na busca de soluções e políticas com sustentabilidade ambiental, cumprindo com a sua responsabilidade social. O chamado é o “grito dos desesperados”. Vamos participar!
A fragilidade das áreas ocupadas pela população, principalmente nas grandes cidades, a carência de conhecimento sobre essas áreas, os poucos ou inexistentes planos de uso e ocupação do solo, a necessidade de melhores programas de monitoramento das condições climáticas, o crescimento das populações e as desigualdades sociais, a necessidade da efetiva participação dos profissionais das Áreas Tecnoló-gicas na tomada de decisões no planejamento, projeto e execução de obras com sustentabilidade ambiental, em particular as de infraestrutura, justificam a realização deste Congresso, que tem por objetivo:

  • Discutir e divulgar conhecimento de novas tecnologias desenvolvidas e aplicadas na construção das cidades sustentáveis, objetivando sensibilizá-los na busca de soluções mais adequadas na ocupação das áreas urbanas e rurais, na infraestrutura para os seus funcionamentos, na produção de alimentos, na conservação dos recursos naturais, no adequado tratamento de resíduos domésticos, industriais e outros no Brasil e no Exterior, possibilitando ainda a oportunidade de negócios entre profissionais e empresas da área tecnológica.
  • Promover um debate entre os profissionais para que inicie a elaboração da Agenda 21 Panamericana.

Capacitação GTHidro


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Projeto Internacional de Mudanças Climáticas realiza Encontro de Acordo Inicial em Araranguá

O Projeto ADAPTAÇÃO E VULNERABILIDADE AOS EXTREMOS CLIMÁTICOS NAS AMÉRICAS – AVEC BRASIL, estabeleceu nesta segunda-feira 25 de Abril no Auditório da Universidade Federal de Santa Catarina- Araranguá o Acordo Inicial de parceria entre as Instituições fundadoras desta iniciativa no Brasil.

Acordo Inicial Projeto AVEC BRASIL com lideranças de Araranguá

O Projeto foi contemplado entre 5 outros em todo o mundo no Edital Canadense INTERNATIONAL RESEARCH INITIATIVE ON ADAPTATION TO CLIMATE CHANGE – IRIACC e será promovido em conjunto pela 22ª Secretaria de Desenvolvimento Regional de Araranguá, a Prefeitura Municipal de Araranguá, Universidade Federal de Santa Catarina – Araranguá, O Instituto Federal de Santa Catarina – Araranguá, Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense e a ONG Sócios da Natureza, e possui o objetivo principal de melhorar a compreensão junto às comunidades locais de suas vulnerabilidades frente às mudanças climáticas, além de contribuir para fortalecer suas capacidades adaptativas com foco na redução destas vulnerabilidades. Para informações adicionais acesse: http://www.iriaccbrasil.gthidro.ufsc.br